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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Reciclagem em Portugal: de 1996 até 2020 (com VÍDEO)

Mäyjo, 19.03.14

Reciclagem em Portugal: de 1996 até 2020 (com VÍDEO)

 

Há 17 anos, Portugal tinha 311 lixeiras e apenas uma estação de triagem de resíduos. Desde então construíram-se aterros, estações de triagem, centrais de valorização energética e unidades de valorização orgânica – e todas as lixeiras foram encerradas.

Em 1996, uma lei baseada numa directiva comunitária passou a responsabilizar as empresas pela gestão e destino final dos resíduos. É então que surge a Sociedade Ponto Verde, criada por um conjunto de empresas que já financiaram em €600 milhões a reciclagem de embalagens – e €42 milhões na sensibilização e educação dos consumidores, em campanhas como a do Gervásio ou dos Enganos (na foto).

“Cerca de 70% da população já separa os seus resíduos. Não estou a dizer que separa os três contentores, mas separa, pelo menos, um material. Existem 30% de portugueses que ainda não fazem a separação em suas casas”, explicou ao Economia Verde o director-geral da Sociedade Ponto Verde, Luís Veiga Martins.

Quando a Sociedade Ponto Verde – ou SPV – entrou na casa dos portugueses, através das campanhas televisivas, a reciclagem era ainda pouco conhecida. Agora, passados 17 anos, a SPV quer regressar a dois milhões de lares, numa campanha muito ambiciosa de que já falámos ontem.

“Ao longo de 2014, num projecto a 12 e 18 meses, [a SPV] vai visitar um conjunto de lares e identificar os lares que não separam. Para os que não o fizerem, vamos disponibilizar ecopontos domésticos [para o fazerem”, frisou Veiga Martins.

Segundo os últimos números do Eurostat, a taxa de reciclagem em Portugal já está nos 58%, no que toca às embalagens. O próximo objectivo é aumentar este número para 70% já em 2020.

Em 2012, o sector contribuiu com €71 milhões para o PIB. Mas mais importante: reciclar significa menos extracção de matérias-primas, menos consumo de energia para fabricar novos produtos, menos emissões de dióxido de carbono e mais valor acrescentado para a economia.